O serviço de transporte marítimo de passageiros de Angola conta a partir de hoje com mais duas embarcações, cuja entrada em funcionamento permitirá o transporte diário de 1.839 pessoas das zonas de Benfica, Samba e Corimba, arredores de Luanda.

O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, procedeu à entrega das duas embarcações, de origem espanhola, com 314 lugares cada, e que elevam para sete a frota de catamarãs do Instituto Marítimo e Portuário de Angola.

Em declarações à imprensa, à margem da cerimónia de entrega, o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, disse que as embarcações vão garantir a cobertura dos cinco terminais existentes, perspetivando-se a construção de outros dois nas zonas de Cacuaco e Panguila, a norte de Luanda, e os restantes na zona de Benfica, sul da capital angolana.

"São meios de ponta que vão permitir que algumas áreas que antes estavam omissas agora passam a ser cobertas", frisou o governante angolano, sublinhando que com estes meios Angola está a dar "passos positivos para a estabilização de questões a nível marítimo".

A extensão desses serviços para o resto do país, está já em curso, segundo Augusto Tomás, nomeadamente para o norte, devendo ligar as províncias de Cabinda, Zaire e Luanda, através de embarcações para o transporte de passageiros, viaturas, cargas a granel e contentorizada.

Para tal, foram já encomendadas duas embarcações, que deverão chegar ao país em 2017.

"Isso implica que haverá trabalhos a nível do rio Zaire e no terminal marítimo de Cabinda. São projetos que estão neste momento a seguir os trâmites regulamentares e legais, visando a sua execução física", referiu o ministro.

O titular da pasta dos Transportes avançou ainda que decorrem igualmente estudos para a extensão da cabotagem ao Lobito, Namibe e Porto Amboim.

Também hoje o Presidente angolano entregou ao Instituto Hidrográfico de Investigação e Sinalização Marítima de Angola duas embarcações para estudos e levantamentos hidrográficos e sinalização marítima.

Das duas embarcações, a mais pequena vai servir para estudos ao longo da baía, enquanto a maior, com capacidade de realizar estudos até mil metros de profundidade, vai ser também usada para a sinalização marítima.

Segundo o diretor do instituto, Salustiano Ferreira, está prevista a chegada a Angola de uma terceira embarcação no primeiro trimestre do próximo ano.

O responsável adiantou também que as embarcações vão contribuir para a redução dos custos de seguro marítimo das viagens para Angola.

Lusa

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