"Estamos à espera que chegue ao país um engenheiro da Turquia para fazer a certificação e pôr as máquinas instaladas em funcionamento", disse o supervisor da fábrica, Américo Ceita.

A fábrica Águas de Bom Sucesso está instalada a cerca de 20 quilómetros da capital é um investimento iniciado em 2009, no Governo do ex-primeiro ministro Rafael Branco e tem uma capacidade para produzir 12 mil litros de água mineral por dia, para abastecimento do mercado local e exportação para os países da África Central.

O projeto é de empresários líbios que contavam inicialmente com apoio do Governo do antigo Presidente Muammar Kadhafi, cujo assassínio levou à suspensão das obras.

O Governo do ex-primeiro ministro Patrice Trovoada havia colocado a fabrica em hasta pública, uma medida contestada pelos empresários.

As obras continuaram suspensas por alguns anos, tendo o executivo do primeiro-ministro Jorge Bom Jesus ameaçado vender a fábrica, caso os investidores não concluíssem as obras.

Jorge Bom Jesus visitou as instalações da Águas de Bom Sucesso no fim de semana e concluiu que a fábrica de água mineral produzida em São Tomé "tem todas a condições para entrar em funcionamento".

"O Estado precisa de encorajar o setor privado, por isso mesmo nós estamos aqui a colocar um bocado mais de pressão sobre o andamento dessas obras", disse o primeiro-ministro, sublinhando que "gostaria de inaugurar" a fábrica de água mineral durante "a quadra festiva de 12 de julho", quando se comemora a independência do país.

O chefe do executivo disse ter ficado "agradavelmente surpreendido", mas reconheceu que se trata de "um projeto de cabelos brancos".

"Esse projeto teve várias vicissitudes, ultimamente tínhamos de meter muita pressão, inclusivamente ao ponto de ameaçar a empresa de que nós iríamos terminar com tudo", explicou o primeiro-ministro, acrescentando que os empresários "tiveram um ultimato em fevereiro, corresponderam e a obra está 99% acabada".

Brevemente vamos poder beber águas do nosso país e não continuar a encher os barcos com contentores de água", disse Jorge Bom Jesus.

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