Contudo, o braço-de-ferro político, esse sim, tem continuado. Reagindo aos acontecimentos, Jorge Bom Jesus que reclama a vitória do seu partido o MLSTP nas legislativas juntamente com a coligação UDD-PCD-MDFM, demarcou-se do sucedido mas disse “entender” os motivos do protesto.

Neste sentido, Jorge Bom Jesus que não exclui a possibilidade de impugnar o processo eleitoral no caso de serem alterados os resultados eleitorais que lhe são favoráveis, apontou o dedo à juíza Natacha Amado Vaz, à frente do processo de verificação dos votos no distrito de Agua Grande e que ontem foi acusada de parcialidade por verificar não só boletins sujeitos a reclamações como também votos nulos e brancos.

Do outro lado do xadrez politico, o contra-ataque da ADI não se fez esperar. Em conferência de imprensa, Abenildo de Oliveira, porta-voz do partido no poder, acusou a oposição de fraude e indicou que a ADI tinha depositado junto do Tribunal Constitucional um pedido “para que sejam recontados todos os votos nulos e brancos nos seis distritos da ilha de São Tomé”.

Abenildo de Oliveira referiu que o seu partido tem indicações segundo as quais existem “a nível nacional mais de 2000 boletins de voto considerados nulos e brancos e que quase todos eles são votos uteis a favor da ADI”.

Entretanto e paralelamente, a missão de observação da CPLP que entrou na sua fase final depois das eleições de domingo deu conta das suas conclusões. Zacarias da Costa, chefe da missão de observação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, considerou que as eleições tinham decorrido “com base no respeito dos princípios democráticos” e saudou a forte a afluência às urnas.

No final da sua comunicação, o chefe da missão de observação da CPLP referiu que iriam permanecer no país 4 observadores por mais uns dias e mostrou-se aberto à possibilidade de apoiar as autoridades eleitorais, desde que haja uma solicitação neste sentido.

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