A decisão consta do comunicado final da terceira cimeira tripartida, realizada hoje na capital angolana, com a participação dos Presidentes de Angola, João Lourenço, do Uganda, Yoweri Museveni, do Ruanda, Paul Kagame, e da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi.

Na sessão de encerramento do encontro, sem direito a perguntas dos jornalistas, apenas a leitura do comunicado final, o chefe de Estado angolano, João Lourenço, frisou que contrariamente à segunda cimeira, realizada em agosto de 2019, na qual foi assinado o Memorando de Entendimento de Luanda, nesta reunião não foi assinado qualquer documento.

"De qualquer forma consideramos que as poucas horas de trabalho que tivemos foram bastante frutíferas. O objetivo é acompanhar o grau de implementação das medidas previstas no memorando de Luanda, fizemos algum progresso, a nosso ver", disse João Lourenço.

O comunicado final, lido pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, aponta como progressos, o comprometimento dos Presidentes do Uganda e do Ruanda em "dar passos subsequentes para a paz, a estabilidade, a boa vizinhança e o restabelecimento da confiança mútua."

Promessas de diálogo permanente

As partes, de acordo com o comunicado, comprometeram-se também a continuar a privilegiar o diálogo permanente entre os dois países para o desenvolvimento e o bem-estar dos seus povos.

Nesta cimeira, ficou decidida a libertação dos cidadãos de ambos os países, devidamente identificados e constantes das listas trocadas para este propósito, bem como a proteção e respeito dos direitos humanos dos seus cidadãos.

De acordo com comunicado, a comissão Ad-Hoc deve continuar as suas atividades, como mecanismo de acompanhamento da implementação do processo, estando já a quarta cimeira agendada para o dia 21 de fevereiro próximo, na cidade de Gatuna/Katuna, na fronteira entre o Ruanda e o Uganda.

Os chefes de Estado do Ruanda e do Uganda saudaram os esforços dos seus homólogos de Angola e da RDC "na busca de uma solução pacífica dentro do espírito do Pan-africanismo e da integração regional, para a resolução do diferendo entre os dois países.".

por: Agência Lusa

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