A estudante são-tomense, Eloisa Cabinda, fez um apelo ao seu Governo para evacuar os 17 colegas que vivem naquela cidade.

“Se eu pudesse conversar com o Governo, a medida que eu ia pedir é para retirar os estudantes de lá, não obstante sabermos que o Governo (chinês) tomou medidas para isolar a província, as pessoas não podem viajar, mas acredito que haverá meios diplomáticos que poderão ser acionados para retirar as pessoas de lá”, afirmou a estudante em conversa com a VOA por telefone a partir de Shangai.

Cabinda lembra que “a União Europeia retirou seus cidadãos, Estados Unidos, Japão e outros países também” e, por isso, diz que o Executivo de São Tomé e Príncipe deve ativar mecanismos nesse sentido porque “os nossos estudantes podem ser contaminados a qualquer momento, são vulneráveis”.

Eloisa Cabinda, mestranda em direito constitucional e administrativo, diz que tal como os demais, ela está “preocupada, mas não em pânico”, apesar de os “números serem preocupantes”.

O que mais preocupa, afirma, é que o número de “casos curados não acompanha os casos infetados”.

Apesar das medidas tomadas, nomeadamente em Wuhan, que são mais duras do que noutras cidades, Eloisa Cabinda adverte que sempre há ameaças.

Por exemplo, quando os estudantes saem para comprar comida, “take away, quem vende pode estar infetado”, adverte.

Entretanto, em São Tomé e Príncipe, o Governo reforçou a fiscalização sanitária nos portos e no aeroporto internacional para evitar a entrada do coronavirus no país.

O Ministro da Saúde anunciou a criação de um espaço de isolamento no Hospital Central Ayres de Menezes, para albergar eventuais casos suspeitos.

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