O registo, há uma semana, de seis casos reactivos em Benguela, dois dos quais já descartados, está a alimentar a crítica de especialistas que alertam para um combate às escuras sem o aumento da testagem.

Há vários dias que as autoridades de Benguela aguardam por quatro resultados dos chamados testes PCR, que permitem diagnosticar a infeção.

É uma situação bastante preocupante, segundo o médico nefrologista João Bispo, que prefere não pensar no pior.

‘’Tinham, se desse positivo, de isolá-los e ir atrás de todos os contactos. Por exemplo, há um GGM (reactivo), só daqui a 4 ou cinco dias é que se vai saber do resultado, o teste PCR, já se perdeu imenso tempo. Desta forma, não sabemos o que se passa, é preciso aumentar os testes, os três por cada 10 mil habitantes são bastante reduzidos’’, adverte o médico.

Perante este cenário, Bispo lembra que o mundo terá de conviver com o novo coronavírus, daí a necessidade do Laboratório de Virologia Molecular, inaugurado em janeiro pela primeira-dama, Ana Dias Lourenço.

O diretor do Gabinete Provincial de Saúde, António Manuel Cabinda, lamenta a falta de reagentes nesta unidade, criada igualmente para as províncias do Bié, Cunene, Kwanza Sul, Huambo, Huíla e Namibe

“Realmente aquela unidade tem o equipamento para o diagnóstico definitivo da Covid-19, mas, nesta altura, estamos a trabalhar com o Ministério da Saúde, estamos à espera que nos sejam enviados reagentes para que, de facto, possamos fazer cá’’, esclarece o gestor.

No laboratório, a VOA soube que a realização destes testes pode implicar o encerramento dos exames de carga viral para diagnóstico precoce infantil, que permitem fazer análise definitiva da condição serológica, por limitação de meios e do espaço.

Implantado no quadro da campanha ‘’Nascer Livre para Brilhar’’, o centro permite monitorizar o tratamento com anti-retrovirais, particularmente em mulheres gestantes.

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