Quase 5.200 pessoas morreram nos 757 atentados ‘jihadistas’ ocorridos nos primeiros seis meses de 2019 em todo o mundo, indica um relatório do Observatório Internacional de Estudos sobre Terrorismo (OIET) divulgado hoje.

O relatório semestral, divulgado pela organização basca Colectivo de Vítimas do Terrorismo, conclui que o número de acções terroristas mantém uma tendência semelhante à do ano passado e aponta o Afeganistão como o país com maior actividade ‘jihadista’, com 180 atentados que causaram 1.408 mortos.

Segue-se o Iraque, com 130 atentados, que, segundo o OIET, “se consolida como o cenário ideal para mostrar o regresso do (grupo extremista) Daesh (acrónimo árabe para Estado Islâmico) à estratégia insurgente”.

O Observatório indica ainda que na Síria a actividade ‘jihadista’ aumentou cinco pontos percentuais em relação a 2018.
De acordo com o relatório, os cinco países com maior número de vítimas (Afeganistão, Síria, Nigéria, Iraque e Sri Lanka) contam com 67,3% do total dos 5.199 mortos.

O grupo Estado Islâmico foi o que cometeu mais atentados no primeiro semestre deste ano (208 em 24 países), seguido dos talibãs, com 201 ataques sobretudo contra alvos policiais e militares.

Na Europa os atentados continuam a diminuir, numa tendência que se iniciou o ano passado, após um período de três anos durante o qual o número de ataques atingiu níveis sem precedentes, indica o relatório, adiantando que nos primeiros seis meses de 2019 ocorreram apenas duas acções que poderão atribuir-se a radicais da ideologia salafista.

O OIET assinala, no entanto, que a probabilidade de um ataque terrorista na Europa é alta, tendo em conta que os já realizados mostram que não são precisos grandes conhecimentos, mas também o possível regresso dos combatentes estrangeiros do Estado Islâmico aos seus países.

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