“Podemos dizer hoje que as medidas tiveram resultado e permitiram atenuar significativamente a severidade da crise”, afirmou Putin numa reunião governamental por videoconferência.

“Agora, à medida que levantamos restrições, a atividade económica retoma progressivamente”, acrescentou, admitindo todavia que a crise foi “muito séria” e “sentida” pelos russos.

O Presidente russo frisou que “em determinados países o montante de ajuda [do Estado às empresas] foi muito mais elevado”, mas as medidas russas permitiram “obter exatamente os resultados desejados”.

A economia russa foi muito atingida pelo abrandamento da atividade económica provocado pelo encerramento das fronteiras e pelo confinamento, mas também pela queda do preço do petróleo.

Para controlar a propagação do novo coronavírus, em abril e parte de maio os russos foram dispensados de trabalhar, e a previsão do executivo russo é de uma queda de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020.

A taxa de desemprego em maio foi de 6,1%, comparada com 5,8% em abril e 4,7% em março, havendo atualmente, segundo números oficiais, 3 milhões de pessoas registadas como desempregadas.

“O principal objetivo da nossa política económica é restabelecer o nível de atividade” até 2021, disse Putin.

Segundo números da Organização Mundial de Saúde (OMS) de quarta-feira, a Rússia regista 746.369 casos de infeção pelo novo coronavírus e 11.770 mortes associadas à Covid-19, números que fazem do país o mais afetado, em número de contágios, do continente europeu.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 584 mil mortos e infetou mais de 13,58 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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