O défice público da França deverá situar-se nos 3,2% do PIB em 2019, sob o efeito das medidas anunciadas para os “coletes amarelos”, a ser contrabalançadas por disposições afectando o estado e as empresas, defendeu o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, numa entrevista ao diário económico, LES ECHOS.

“Nós assumimos um ligeiro aumento do défice devido à aceleração da baixa dos impostos. Mas estamos atentos às contas públicas e a adoptar uma série de medidas sobre as despesas e as empresas, na ordem dos 4 mil milhões de euros. o que deverá conter o défice de cerca de 3,2% para 2019″, sublinhou o primeiro-ministro.

O aumento de 100 euros no salário mínimo, prometido pelo chefe de Estado “passará por uma alta massiva do prémio de actividade laboral, a partir de 5 de fevereiro, um subsídio complementar ao salário de janeiro”, precisou Édouard Philippe.

Cerca de 5 milhões de pessoas vão ser abrangidas pela medida, segundo o primeiro-ministro, que evocou igualmente um ganho anual de 400 euros por ano em média por pessoa, depois das contas totais feitas nomedamente sobre a desfiscalização.

É o caso do prémio excepcional de 1 000 euros, para aqueles que ganham um ordenado abaixo de 3 vezes o salário mínimo que será desfiscalizado, o mesmo acontecendo com as horas suplementares, que no entanto serão submetidas à cotização junto da previdencia social.

O salário mínimo em França é de cerca de 1.500 euros ilíquidos, o que representa cerca de 1.150 euros na carteira.

O primeiro-ministro francês, sublinhou ainda na entrevista que o cálculo da alta da contriuição social será revista a favor dos pensionistas.

O custo total das medidas a favor do poder de compra anunciadas pelo Presidente e o primeiro-ministro para acalmar o clima de contestação dos coletes amarelos está avaliado em 10 mil milhões de euros.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.