"Eles fazem-se passar por empresários e recrutam jovens para esta ações. Alguns deles já estão presos", disse o chefe de Estado moçambicano, falando num comício em Socone, na província da Zambézia, no centro de Moçambique, onde efetua uma visita de trabalho.

Nyusi reiterou o apelo aos jovens daquela província para denunciarem promessas de emprego suspeitas, uma estratégia que tem sido usada pelos financiadores destes ataques, disse.

"Queremos apelar à juventude para não aceitar estes convites. Os moçambicanos estão a morrer, de ambos os lados", afirmou o Presidente moçambicano, acrescentando que as comunidades devem denunciar estes casos.

"Eles estão a levar os jovens para usá-los para os seus interesses, que ainda não se sabe quais são", avisou Filipe Nyusi.

A província de Cabo Delgado, palco de uma intensa atividade de multinacionais petrolíferas que se preparam para extrair gás natural, tem sido alvo de ataques de homens armados desde outubro de 2017, que causaram a morte de mais de 200 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança.

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