O médico e ex-diretor do Sistema penitenciário da Guatemala, de 63 anos, venceu em agosto as eleições presidenciais na segunda volta, que disputou contra a social-democrata Sandra Torres, ex-mulher do antigo chefe de Estado Álvaro Colom.

Além da corrupção, Giammattei também prometeu lutar contra a pobreza: cerca de 60% dos 15 milhões de guatemaltecos vivem abaixo do limiar da pobreza, um nível que o novo Presidente espera ajudar a baixar para 25% até 2032.

A miséria e a corrupção generalizada no país levam milhares de guatemaltecos a fugir todos os anos para os Estados Unidos.

Há cinco anos, também o antecessor, Jimmy Morales, foi eleito Presidente sob o ‘slogan’ “nem corruptos, nem ladrões”, com um programa de apertado combate a um flagelo que a maioria dos guatemaltecos identificava como prioritário.

Mas os guatemaltecos sentiram-se enganados: envolvido em várias polémicas, incluindo suspeitas de financiamento ilegal da campanha eleitoral, Morales rompeu no início do ano passado com a missão da ONU contra a impunidade na Guatemala (CICIG).

Milhares de pessoas manifestaram-se contra a decisão nas ruas do país, insurgindo-se contra o “Governo dos corruptos” e “a impunidade”.

Giammattei, por sua vez, já rejeitou qualquer possibilidade de recorrer novamente à CICIG, mas declarou que vai enfrentar o problema sem medo.

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