O chefe de Estado português desloca-se a Angola três meses depois de ter recebido em Portugal, também em visita de Estado, o Presidente angolano, João Lourenço, que tomou posse em Setembro de 2017, dando início a um novo ciclo político, após 38 anos com José Eduardo dos Santos no poder.

Marcelo Rebelo de Sousa estará acompanhado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, bem como pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, e por uma delegação parlamentar.

O Presidente português chegará a Luanda na terça-feira de Carnaval, 05 de Março, para estar presente no aniversário do chefe de Estado angolano, que completa 65 anos, mas oficialmente a sua visita só começa no dia seguinte, o mais importante em termos de contactos políticos.

Na quarta-feira de manhã, depois da deposição de uma coroa de flores no Memorial Agostinho Neto, Marcelo Rebelo de Sousa será recebido por João Lourenço no Palácio Presidencial, onde haverá igualmente conversações ministeriais e uma conferência de imprensa conjunta dos dois chefes de Estado.

Em cima da mesa estará certamente o tema de regularização de dívidas de Angola a empresas portuguesas, que teve avanços durante a visita do primeiro-ministro português, António Costa, a Angola, em Setembro do ano passado, e na visita de João Lourenço a Portugal, em Novembro.

À tarde, o Presidente português irá discursar numa sessão solene na Assembleia Nacional e terá um encontro com estudantes na Universidade Agostinho Neto, onde deu aulas de direito. À noite, estará num jantar oficial oferecido pelo chefe de Estado e de Governo de Angola.

Nesta sua visita de Estado, os contactos políticos serão alargados aos governadores das províncias, que visitará nos dois dias seguintes.

O Presidente português passará por Lubango, na província de Huíla, e por Benguela, Lobito e Catumbela - viajando de comboio entre estes dois últimos municípios -, na província de Benguela, regressando à capital angolana na sexta-feira.

Na quinta-feira, visitará a Escola Portuguesa do Lubango, onde também dará uma palestra na Universidade Mandume Ya Ndemufayo, o último rei dos cuanhamas, povo do sul de Angola e norte da Namíbia, que se opôs ao poder colonial português, no início do século XX.

Mais tarde, em Benguela, irá encerrar um fórum económico e terá um encontro com portugueses residentes em Angola, no navio Álvares Cabral, da Marinha Portuguesa.

Na sexta-feira, o Presidente português visitará o Porto do Lobito, antes de viajar de comboio para Catumbela.

À tarde, de regresso a Luanda, irá a um laboratório de qualidade alimentar, estará na entrega do Prémio Manuel António da Mota, atribuído pela construtora portuguesa Mota-Engil, e numa recepção ao corpo diplomático.

A sua visita termina no sábado, 09 de Março, data em que completa três anos de mandato.

Nessa manhã, Marcelo Rebelo de Sousa irá visitar a Fortaleza e a Escola Portuguesa de Luanda, onde terá um encontro com a comunidade portuguesa, e estará novamente com João Lourenço, numa cerimónia de despedida oficial, no Palácio Presidencial.

Há uma semana, o chefe de Estado português afirmou que vai partir no domingo para a sua visita de Estado a Angola, com escalas em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, com "espírito de diálogo, no quadro dos países irmãos, dos povos irmãos que falam português".

"Estarei na semana que vem em Angola com o mesmo espírito, que é estreitar a fraternidade entre povos, estreitar a fraternidade entre pátrias, estreitar a fraternidade entre Estados. E se os Estados souberem acompanhar aquilo que os povos sentem não tenho dúvidas de que será um grande momento", acrescentou.

Esta é a 13.ª visita de Estado de Marcelo Rebelo de Sousa, que desde que tomou posse, em 09 de Março de 2016, já se deslocou ao estrangeiro mais de meia centena de vezes e esteve em 32 países diferentes.

Como Presidente da República, esteve em Angola uma vez, na posse de João Lourenço, que nessa ocasião deixou Portugal de fora da lista de principais países parceiros que mencionou no seu discurso.

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