“O Presidente da República pede à população para ajudar o Governo a implementar o estado de emergência”, referiu Francisco Guterres Lu-Olo numa mensagem ao país.

“À população da fronteira pedimos que não circule desordenadamente ou de forma ilegal na fronteira”, disse ainda, apelando que mantenham as medidas de prevenção como uso de máscara, lavagem de mãos e distanciamento social.

Na mensagem, Lu-Olo refere que a pandemia da covid-19 “continua a ser uma ameaça para a humanidade”, com Timor-Leste a registar esta semana o seu primeiro caso positivo desde maio.

Notando que têm vindo a aumentar o número de chegadas de estrangeiros e timorenses ao país, tanto por via aérea como terrestre, o chefe de Estado explica ter optado por declarar o estado de emergência para permitir o controlo eficaz no país.

Lu-Olo nota o aumento de casos nas vizinhas Austrália e Indonésia e sublinha que o estado de emergência permite aplicar medidas de proteção da saúde pública, mas com a “suspensão ou limitação de alguns direitos e liberdades” dos cidadãos.

“A situação atualmente não exige medidas mais duras”, pelo que se mantêm as medidas idênticas às do terceiro período de estado de emergência, que terminou no final de junho.

Assim, disse, as atividades económicas, sociais, culturais e escolares podem continuar.

Durante o estado de emergência, disse, “tanto cidadãos timorenses como estrangeiros têm que pedir autorização para entrar em Timor-Leste e têm que se submeter a quarentena obrigatória” e, caso algum caso positivo seja detetado, o paciente tem que ir para um local de tratamento determinado pelo Governo.

O decreto do Presidente Francisco Guterres Lu-Olo, que entrou hoje em vigor, explica que o estado de emergência inclui restrições à circulação internacional, à circulação e de fixação de residência e à resistência.

O estado de emergência ocorre mais de um mês depois do fim de três períodos consecutivos de estado de exceção e surge depois do aparecimento do primeiro caso positivo desde 15 de maio.

Timor-Leste tem relaxado as medidas de controlo, mantendo fortes restrições à entrada aérea e limites nas entradas terrestres, continuando a conduzir para quarentena ou autoconfinamento todos os que chegam ao país.

Apesar de ter estado sem casos, a preocupação no país tem vindo a crescer devido ao aumento no número de infetados nos países vizinhos, quer na Indonésia, quer na Austrália.

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