No primeiro "EurAfrican Forum", iniciativa realizada no Centro de Congressos do Estoril e organizada pelo Conselho da Diáspora Portuguesa, do qual é presidente honorário, o chefe de Estado português alertou também para a conjuntura global, afirmando que está em curso "uma longa, longa luta de longo prazo sobre quem será o centro económico do mundo em 50 anos".

"Por isso é tão importante o diálogo entre Europa e África. Porque, no meio desta disputa, África pode ser esquecida. Porque, no meio desta disputa, Europa e África juntas são muito mais fortes do que cada um dos dois continentes sozinhos", defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

Sobre o estado da Europa, o Presidente da República português declarou: "Estamos a entrar numa era muito perigosa, estamos a voltar aos anos 30 do século passado. Olhamos à volta e vemos xenofobia, vemos não só protecionismo, mas hipernacionalismo, vemos modos fechados de lidar com os vizinhos, vemos tudo o que é o oposto de uma sociedade livre, de comércio livre, de entendimento comum e livre".

"E isso é muito preocupante, porque não é apenas um caso, está a cresce todos os dias. O populismo, o populismo radical está a crescer e a liderar os países. Não apenas os partidos da oposição, movimentos inorgânicos de oposição - não, estamos a falar de governos. Há quase cem anos, começou assim, antes da guerra. Mas é pior, porque hoje o mundo é muito mais complexo do que era", prosseguiu.

Dirigindo-se aos participantes europeus e africanos neste fórum, acrescentou: "Lidar com este tipo de problemas é um desafio para vocês e para nós. Devemos agir juntos".

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