A Liga portuguesa começa esta sexta-feira, mas os clubes podem não ter fechado, ainda, os seus plantéis. Brasil e Argentina são os mercados preferidos. João Moutinho foi a transferência do defeso. Benfica o mais gastador, mas também o que mais lucrou com as vendas. Sporting foi o mais contido.

Benfica, FC Porto e Sporting voltaram a investir no mercado, com os campeões de Portugal a serem os maiores investidores e os dragões a gastarem mais do que venderam, embora ainda faltem duas semanas para o fecho do mercado e o clube tenha activos que interessam na Europa.

Nos campeões portugueses, duas saídas de peso que já se estavam à espera: Di María rumou a Madrid, ainda durante o Mundial, por 25 milhões de euros e Ramires foi para o Chelsea, por 22 milhões de euros. Os encarnados encaixaram 47 milhões, oito deles gastos em Roberto, o guarda-redes que veio para o lugar de Quim – não renovou com o Benfica e rumou aos vice-campeões Sp. de Braga – mas que ainda não convenceu. Foi a contratação mais cara.

Antes de o guardião chegar a Luz já o Benfica tinha ido à Argentina em busca do sucessor de Di Maria. Nicolas Gaitan veio por 8,4 milhões de euros e Franco Jara por 5,5 milhões. Fábio Faria (Rio Ave) foi o primeiro de todos os reforços, e custou um milhão, e Rodrigo, do Real Madrid, foi até ao momento o último, tendo chegado por 6 milhões. Feitas as contas o Benfica gastou 29,4 milhões, o maior valor entre os “três grandes”.

Já o FC Porto esteve uns “trocos” abaixo desse valor. De treinador novo, com André Villas-Boas a substituir Jesualdo Ferreira que foi para o Málaga, os dragões protagonizaram a transferência mais cara: João Moutinho saiu de Alvalade rumo ao Dragão por 11 milhões de euros, e parece ser já peça fundamental na estratégia do novo técnico. Os outros 13,1 milhões de euros foram gastos em três reforços: Walter (seis milhões), James (5,1 milhões) e Souza (três milhões).

Com o Mundial, foram muitos os jogadores à mercê do interesse de outros clubes. Num bom negócio para todas as partes envolvidas, o capitão e patrão da defesa azul-e-branca, Bruno Alves, rumou à Rússia, para o Zenit, com o FC Porto a encaixar 22 milhões de euros. Não se sabe, por enquanto, se Raul Meireles ou Fucile o acompanham na saída do clube da Invicta.

No reino do leão, a saída de Moutinho foi um dos temas quentes, muito por ser formado nas escolas do Sporting, mas também por ser capitão de equipa, braçadeira que lhe fora entregue aos 20 anos, fazendo dele o mais jovem comandante da equipa verde-e-branca.

Sem polémicas foi a saída do outro “menino” da casa. Miguel Veloso foi fazer companhia a Eduardo e, por nove milhões de euros, o Sporting deixou-o ir para o Génova. Paulo Sérgo continua a dizer que o jogador tinha potencial para estar num “clube de topo”, mas Veloso há muito que queria experimentar outras ligas e de propostas só a do Génova.

Em termos de entradas, é o Sporting o campeão deste defeso, para já. Maniche chegou a custo zero e no mesmo dia o Sporting apresentou Evaldo (três milhões) e André Santos, jovem leão emprestado a época passada à União de Leiria e que pelas boas exibições se vai manter por Alvalade.

Pouco tempo depois, o argentino Marco Torsiglieri (3,4 milhões) é apresentado em Alvalade, esta que foi o investimento mais elevado por parte dos leões. Valdés (três milhões) e Zapater (dois milhões), por troca com Veloso, foram as últimas contratações.

Diogo Salomão foi a transferência mais “em conta” dos leões, que o comprou por 100 mil euros. No total, o Sporting encaixou 20 milhões e gastou 12,5 milhões, valores bem abaixo dos rivais directos, valor explicado pela má temporada feita pelo Sporting.

De Braga, 16 novas aquisições, a rondar um investimento de um milhão, num plantel que surpreendeu tudo e todos na época passada, ao andar taco-a-taco com o Benfica pelo título e ficando à frente do fortíssimo FC Porto. A par de Olhanense, Portimonense e Rio Ave, são os minhotos quem tem mais brasileiros no seu plantel (17 atletas), aproveitando muito as cedências e parcerias temporárias com outros emblemas.

Das saídas, as mais sonantes são as de Eduardo e Evaldo, com este último a sair para Alvalade. Já Eduardo, que brilhou na África do Sul, decidiu que a sua vida passava por Itália, em particular pelo Génova, e por quatro milhões saiu. O Sporting de Braga recuperou Quim, com quem o Benfica não renovou, mas perdeu-o pouco depois, quando o guardião se lesionou com gravidade e ficará parado pelo menos seis meses. O Sporting de Braga também encaixou 700 mil euros com a saída de Kieszek para o dragão.

A Liga arranca hoje e o mercado só encerra dia 31 de Agosto, por isso, até lá, poderão haver ainda mudanças.

SAPO

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