Os mandados foram decretados pelo juiz Alexandre de Moraes, responsável por um inquérito que investiga ameaças, disseminação de notícias falsas contra autoridades do poder judiciário e protestos antidemocráticos, que está em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os alvos estão o deputado federal (membro da câmara baixa parlamentar) Daniel Silveira, eleito pelo mesmo partido que o chefe de Estado brasileiro, o Partido Social Liberal (PSL).

O deputado informou na sua conta pessoal na rede social Twitter sobre a presença dos agentes da polícia.

“Polícia Federal no meu apartamento. Estou de facto incomodando algumas esferas do velho poder. E cada dia estarei mais firme nessa guerra!”, escreveu Siqueira.

Também foram alvo das diligências da polícia o publicitário Sérgio Lima e os empresários Luís Felipe Belmonte e Otavio Fakhoury.

Os três são ligados ao Aliança pelo Brasil, partido ainda em processo de formação que foi fundado no ano passado pelo Presidente brasileiro depois de ter abandonado o PSL, na sequência de divergências políticas com antigos aliados.

Também foram alvo das buscas os ‘bloggers’ Allan dos Santos e Alberto Silva.

Num comunicado, a Polícia Federal explicou apenas que cumpriu, na manhã de hoje, 21 diligências requeridas pela Procuradoria-Geral da República e determinadas pelo juiz Alexandre de Morais, do STF.

“As medidas têm o objetivo de instruir o inquérito n.º 4.828/DF/STF que investiga a origem de recursos e a estrutura de financiamento de grupos suspeitos da prática de atos contra a democracia”, explicou a autoridade policial.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Santa Catarina e no Distrito Federal.

Na última segunda-feira, um grupo de extrema-direita chamado “300 do Brasil” que defende o Governo brasileiro e é suspeito de ameaçar juízes do STF e de promover atos antidemocráticos foi alvo de buscas e de mandados de prisão.

Entre os detidos estava Sara Winter, chefe do grupo 300 do Brasil, que apoia o Presidente brasileiro e liderava um acampamento com outros seguidores que acabou por ser desmontado por ordem do governador de Brasília este fim de semana.

Nas manifestações citadas para justificar os mandados de prisão, em algumas das quais participou o próprio Bolsonaro, os seus apoiantes defenderam o fecho do Congresso e do STF, além de uma intervenção militar no país.

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