Activistas denunciaram um “cerco a várias casas” de conhecidos membros do Movimento desde a noite de ontem.

A Amnistia Internacional (AI) denunciou a prisão de activistas e cerco à casa do advogado Arão Tempo.

O MIC reiterou, no entanto, que vai marcar mais manifestações para chamar a atenção do Governo e da comunidade internacional sobre a situação de Cabinda.

A AI, entretanto, emitiu um comunicado em que denuncia “o uso violento e excessivo da força pelas forças de segurança do Estado para acabar com uma marcha pacífica pela independência na província de Cabinda e com a prisão de dezenas de manifestantes e seus líderes”.

A nota assinada pelo director regional da Amnistia Internacional para a África Austral, Deprose Muchena, acrescenta que “o forte destacamento de pessoal de segurança armado com cassetetes e armas – e o subsequente uso excessivo da força contra manifestantes pacíficos para impedir o protesto – é mais uma indicação de que as autoridades não estão preparadas para tolerar discordâncias”.

No dia conhecido como dos Direitos Humanos, aquela organização internacional acrescenta que “o uso de táticas ilegais e intimidadoras para suprimir um protesto pacífico desvaloriza totalmente os direitos à liberdade de expressão e reunião pacífica”.

A AI exige que “os presos sejam libertados imediata e incondicionalmente” porque os cidadãos devem ter “liberdade para para exercer livremente seus direitos humanos”.

Entre os activistas que tiveram a casa cercada, segundo aquela organização de defesa dos direitos humanos, está o conhecido activista e advogado Arão Tempo.

As autoridades da província alegam que, ao contrário do que diz a legislação, os promotores da manifestação não comunicaram a tempo a iniciativa.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.