“Capacitámos os nossos investigadores e magistrados, quer do Ministério Público, quer judiciais, para dar atendimento rápido a estes ilícitos eleitorais”, disse Beatriz Buchili, em declarações aos jornalistas, após votar, em Maputo.

O Ministério Público e os tribunais distritais e provinciais vão trabalhar sem interrupção durante o processo eleitoral para assegurar um atendimento célere a eventuais delitos eleitorais, afirmou a Procuradora-Geral da República.

Beatriz Buchili exortou os eleitores a pautarem-se por uma conduta ordeira, evitando pôr em causa a legalidade do processo eleitoral.

Na Ilha de Moçambique, onde votou Ossufo Momade, candidato à Presidência da República pelo principal partido da oposição, Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), as mesas de voto foram paralisadas por duas vezes, devido a cenas de pancadaria entre agentes eleitorais.

Após votar, Ossufo Momade mostrou aos jornalistas dois boletins de voto supostamente "apanhados" na posse de um membro da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), tendo dito que "nunca" vai aceitar resultados "manipulados", em caso de derrota.

Um total de 13,1 milhões de eleitores moçambicanos votam hoje para escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento, dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

As sextas eleições gerais de Moçambique contam com quatro candidatos presidenciais e 26 partidos a concorrer às legislativas e provinciais, sendo que só os três partidos com assento parlamentar no país (Frelimo, Renamo e MDM) concorrem em todos os círculos eleitorais.

PMA (LFO) // PJA

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