“Após uma avaliação do potencial de exploração e uma avaliação do relatório da fase de pré-viabilidade do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), a Sasol decidiu renunciar à sua licença de pesquisa nos Blocos 16/19 da costa de Moçambique”, referiu a empresa.

Os blocos estão situados a este e nordeste do Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto, primeira área de conservação marinha de Moçambique, ao largo da província de Inhambane.

A petrolífera recebeu a licença em 2005 e realizou pesquisas em águas profundas até 2013, focando-se depois nas águas rasas.

Face à “sensibilidade ambiental da área”, a Sasol promoveu um estudo através da firma Golder & Associates de consultoria especializada em meio ambiente que contribuiu para a decisão.

“A Sasol devolverá o Bloco 16/19 na sua totalidade ao Governo de Moçambique”, sendo que “já foi enviada, às autoridades moçambicanas relevantes, uma notificação de retirada”, concluiu.

A Sasol explora reservas de gás desde 2004 em Temane e Pande, em terra, na província de Inhambane, com gasodutos para a África do Sul e Maputo, alimentando ainda a central elétrica moçambicana de Ressano Garcia, na província de Maputo.

Na mesma área ‘onshore’ onde tem a produção, a petrolífera mantém atividades de pesquisa e desenvolvimento, além de ser parceira em pesquisas num outro bloco (A5-A) em alto-mar na bacia de Angoche, ao largo do centro do país.

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