Paulo Flores nasceu em Luanda em Julho de 1972. Com apenas três anos de idade mudou-se para Lisboa onde foi viver com os avós, uma importante fase da sua vida.

O músico, cantor e compositor já leva 20 anos de carreira na música angolana. Com 11 discos editados, Paulo Flores sempre ostentou os valores da cultura angolana, desde a sua herança patrimonial às suas expressões mais vanguardistas, numa busca constante de novas fórmulas e sempre aberto às demais influências musicais.

Aos 16 anos, ao lado de Eduardo Paim e de Ruca Van-Dunem, dois companheiros fundamentais no seu percurso, lança o álbum de estreia “Kapuete Kamundana”, gravado entre os estúdios da Rádio Nacional de Angola e Portugal.

No final dos anos 80, início de 90, é protagonista de um movimento crucial da música de dança africana de cariz urbano – a Kizomba (derivada do Zouk das Antilhas e do Semba) e faz-se acompanhar pelo grupo “África Tentação”, uma das bandas de maior sucesso em Angola nessa altura.

Tabém nessa época, em Lisboa, começavam a surgir espaços nocturnos de música africana, representando o Kandando (local gerido pelo seu pai, Cabé) um marco importante e local incontornável.

Temas como “Sassassa”, “Coração Farrapo”, “Cherry”, “Marika”, “Inocenti”, “O Povo”, “Processos da Banda”, “Cabelos da Moda”, “Amores de Hoje”, “Canto de Rua”, “Isso é Boda”, “Ngulupe”, “Fogo na Huíla”, “Reencontro” e “Tunda Mujila”, ficaram até hoje, entre outros, no imaginário e na memória colectiva dos africanos do mundo lusófono.

Em 1998 grava o álbum “Perto do Fim”, que marca uma nova fase na criação de Paulo Flores, amadurecida em 2001 com o disco “Recompasso” e concretizada em 2003 com Xê Povo.Uma linguagem diferente que abre espaço à influência de outros géneros musicais e que incute uma maior subtileza na instrumentação, embora sempre fiel à sua estética.

Coroado como um dos maiores nomes da música africana, kizomba e Semba, Paulo Flores já teve participações com músicos como Jaques Morelenbaum e Ciro Bertini a Dog Murras, passando por Tito Paris, Manecas Costa, Sara Tavares, Mayra Andrade e Lura, entre outros.

Para além do seu papel na música, desempenha ainda um papel social importante, quer no apoio à modernização da música angolana através do apoio aos jovens músicos angolanos, quer através de acções de solidariedade social que preconiza enquanto Embaixador da Boa Vontade da ONU em Angola.

Na trilogia “Ex-Combatentes” – Viagem, Sembas e Ilhas – o seu último trabalho, transfere uma reflexão sobre o que sente perante as transformações que observa todos os dias da janela da sua casa.

“Ex-Combatentes” conta com participações de artistas nacionais, entre os quais Eduardo Paím, o guitarrista Boto Trindade, a Banda Maravilha, a cabo-verdiana Mayra Andrade, e músicos portugueses e brasileiros.

Discografia

  • Kapuete, 1988
  • Sassasa, 1990
  • Coração Farrapo e Cherry, 1991
  • Brincadeira Tem Hora, 1993
  • Inocente, 1995
  • Perto do Fim, 1998
  • Recompasso, 2001
  • Xé Povo, 2003
  • The Best, 2003
  • Ao Vivo, 2004
  • Ex Combatentes, 2009

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