O PPM está empenhado em apoiar uma via política que reconhece a necessidade de aprofundar o processo democrático em Angola, reconhecer e salvaguardar o carácter multicultural - e linguístico - do povo angolano e a reafirmação das "Autoridades Tradicionais" enquanto poder identitário e legítimo dos povos de Angola", justifica o partido português em comunicado.

Segundo o presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira, a URA representa mais de cinquenta reis, que são reconhecidos pela Constituição angolana.

A assinatura do protocolo colaborativo será feita pelo presidente do PPM e pelo presidente da União dos Reinos de Angola-PPM, Carlos Contreiras.

Em nota enviada à imprensa, o PPM refere-se à abordagem política "inovadora" da URA em Angola e sublinha o "grande esforço" feito pela força política para aprofundar o processo de descentralização do Estado angolano bem como no reconhecimento do caráter "multicultural do povo angolano".

O PPM sublinha ainda que a URA-PPM tem feito também esforços na afirmação das autoridades tradicionais como fonte de poder originário e autónomo, "que antecedeu e sobreviveu ao colonialismo e à atual organização do Estado angolano" e que preserva "forte capital simbólico, reconhecido como legítimo pelas populações".

No documento, os dois partidos comprometem-se a manter uma "comunicação permanente, informando e colaborando de forma recíproca nos projetos e iniciativas desenvolvidas" por cada um e integrarão, enquanto membros observadores, as "organizações partidárias supranacionais que integram a nível europeu e africano".

Ainda segundo o documento, o protocolo de colaboração terá a duração de quatro anos a contar da data de assinatura entre as partes.

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