As críticas feitas à União Europeia e sobretudo a afirmação segundo a qual, a NATO encontra-se num estado de morte cerebral, por parte de Emmanuel Macron, numa entrevista concedida ao semanário inglês de The Economist, desencadearam várias reacções no seio dos parceiros da França.=

O Secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Jens Stoltenberg declarou que qualquer tentativa para distanciar a Europa dos Estados Unidos da América corre o risco de enfraquecer a aliança e dividir os europeus.

Nos círculos presidenciais franceses, as críticas de Emmmanuel Macron, nomeadamente no que diz respeito à postura de Washington, sublinha-se que as críticas não visam enfraquecer a NATO, mas sim despertar os seus parceiros europeus para o facto de que, à semelhança dos Estados Unidos de Donald Trump, a Europa deve igualmente defender os seus interesses.

De acordo com Muriel Domenach, embaixadora da França junto da NATO, a crise da aliança atlântica é real e por isso espera que a mensagem do Presidente francês seja escutada.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que se encontrava de visita em Berlim, considerou que a NATO precisa de crescer e mudar, de forma a enfrentar a realidade e os desafios do mundo actual.

Alguns diplomatas em Bruxelas, sede da NATO, afirmam que as declarações do Presidente francês não devem ser dissociadas do agenda internacional europeia, marcada pela cimeira atlantista, dentro de um mês em Londres, e a tomada de posse da nova Comissão Europeia.

Segundo eles, Emmanuel Macron defende um papel mais activo da União Europeia, como protagonista geoestratégico na cena mundial.


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