Em comunicado divulgado  em Bissau, o Grupo P5,  integrado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Africana (AU), a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a União Europeia (UE) e as Nações Unidas (ONU), disser ter sabido com espanto e muita preocupação que, no domingo dia 26 de julho de 2020, “foram perpetrados atos de vandalismo nas instalações da Rádio Capital FM em Bissau, por homens armados fardados”.

Tais atos, que violam a liberdade de expressão e o direito à informação das pessoas, “são repreensíveis num Estado de direito e minam seriamente a liberdade de opinião, que é fundamental nos Estados democráticos”, lê-se no comunicado em que o Grupo P5 disse condenar “veementemente estes atos, os seus autores e a destruição das instalações da Radio Capital FM”.

Aqueles parceiros da Guiné-Bissau, convidam “as autoridades competentes a tomarem as medidas necessárias para identificar os perpetradores, para que possam ser responsabilizados perante a justiça” e “finalmente, solicita às autoridades competentes que criem e garantam condições de segurança para os meios de comunicação social, bem como a necessária proteção dos jornalistas, para que estes possam realizar o seu trabalho livremente”.

O Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social  e a Ordem dos Jornalistas, vários setores da sociedade civil e Governo condenaram o ataque à rádio Capital FM.

Os profissionais do setor ameaçam com paralizar a imprensa se a Polícia Judiciária não apresentar até segunda-feira os responsáveis do ataque.

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