O pontífice fez o apelo durante a oração Regina Coeli, que substitui a oração do Angelus durante o tempo pascal.

Na cerimónia realizada no palácio apostólico do Vaticano, o Papa Francisco recordou o 70.º aniversário da “Declaração Schuman”, assinalado no sábado (Dia da Europa) e que esteve na origem do bloco comunitário.

“Inspirou o processo de integração, permitindo a reconciliação dos povos do continente após a Segunda Guerra Mundial e um longo período de estabilidade e de paz” do qual os europeus desfrutam na atualidade, realçou o pontífice, numa referência à declaração.

E prosseguiu: “O espírito da ‘Declaração de Schuman’ não deve deixar de inspirar aqueles com responsabilidades na UE, chamados a enfrentar as consequências sociais e económicas da pandemia num espírito de harmonia e de cooperação”.

Jorge Bergoglio também destacou esta mensagem durante a missa de domingo celebrada na capela da sua residência, a Casa Santa Marta, apelando que “a Europa cresça unida, numa unidade de fraternidade que faz crescer todos os povos na unidade e na diversidade”.

No sábado foi assinalado o Dia da Europa e o aniversário da histórica “Declaração Schuman”.

Num discurso proferido em Paris, em 09 de maio de 1950, Robert Schuman, o então ministro dos Negócios Estrangeiros francês, expôs a sua visão de uma nova forma de cooperação política na Europa.

A sua visão passava pela criação de uma instituição europeia encarregada de gerir em comum a produção do carvão e do aço.

Menos de um ano mais tarde, era assinado um tratado que criava uma entidade com essas funções.

Considera-se que a atual UE teve início com a proposta de Schuman.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias France Presse (AFP), a pandemia da doença covid-19 já provocou mais de 276 mil mortos e infetou mais de 3,9 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,3 milhões de doentes foram considerados curados.

A Europa é a região mundial mais afetada pela pandemia da COVID-19, somando, até à data, mais de 155 mil mortos e mais de 1,7 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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