As suspeitas de um possível adiamento das eleições autárquicas, inicialmente marcadas para este ano, parecem estar a ganhar, cada vez mais substância, e a preocupar diversos sectores da sociedade angolana.

Há mais de duas semanas, após o início do novo ano, também considerado como indicativo para o primeiro ensaio, na história do país, para o exercício da repartição de poderes, sinais demostram o pouco interesse das autoridades na aceleração deste processo, sobretudo a julgar pela agenda de prioridades da Assembleia Nacional que, praticamente, relegou para segundo plano, a discussão e aprovação das propostas que ainda faltam

discutir para a implementação das autarquias.

As primeiras eleições autárquicas foram marcadas, pelo Governo angolano, para serem realizadas no presente ano, mas algumas organizações da sociedade civil queixam-se do facto de o pacote legislativo estar a demorar bastante.

Para justificar o seu descontentamento, algumas organizações  prometem, na próxima semana, manifestar-se em frente ao Parlamento angolano.

Elas pretendem exigir dos deputados que acelerem o passo e aprovem o pacote legislativo autárquico até ao final do mês do Março.

No último fim de semana, o presidente da UNITA orientou o seu grupo parlamentar a pressionar e trabalhar junto da direcção da Assembleia Nacional para que o mês de Março seja o prazo limite para a conclusão do pacote das autarquias.

Adalberto Costa Júnior, que discursava por ocasião da abertura do novo ano politico, renovou a proposta do seu partido para que as eleições autárquicas sejam realizadas ainda este ano e em todo o território nacional, mas não deixou de manifestar algumas preocupações.

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