"Tem de haver maneiras de resolver este problema sem que Idlib se torne a pior catástrofe humanitária, com a maior perda de vidas humanas no século XXI", disse Mark Lowcock em entrevista colectiva em Genebra, onde deve se reunir com representantes das agências de organizações humanitárias.

"Sabe-se que há muitos combatentes, incluindo terroristas de organizações proibidas, mas acho que há 100 civis, a maioria mulheres e crianças, para cada combatente em Idlib", acrescentou.

O enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, repetidamente pediu por "corredores de evacuação voluntários".

Cerca de três milhões de pessoas vivem na província, metade deslocadas de outras regiões da Síria.

Lowcock explicou que a ONU estava preparada para distribuir ajuda para cerca de 800 mil pessoas, das quais 100 mil poderiam ir para uma área controlada por Damasco e 700 mil para o interior da província de Idlib num primeiro momento.

"O Programa Mundial de Alimentos enviou uma semana de ajuda alimentar para 850 mil pessoas", disse ele.

O regime de Damasco concentrou forças em torno de Idlib, bombardeando intensamente nos últimos dias.

O conflito na Síria deixou mais de 350.000 mortos desde Março de 2011 e milhões de pessoas deslocadas.

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