“Apesar de alguns sinais positivos, a situação continua muito preocupante no terreno”, afirmou, este domingo, Stéphanie Williams, adjunta do emissário da ONU para a Líbia, Ghassan Salamé.

A porta-voz das Nações Unidas acrescentou que “a trégua está por um fio com muitas violações – foram registadas mais de 150” desde o cessar-fogo instaurado a 12 de Janeiro. Stéphanie Williams disse, ainda, que “o povo líbio continua a sofrer ea situação económica continua a deteriorar-se com o bloqueio das instalações petrolíferas”.

As declarações foram feitas aos jornalistas durante a conferência sobre a segurança de Munique, em que representantes de vários países apoiantes das partes em conflito na Líbia se encontraram para fazerem um balanço, um mês após a reunião de 19 de Janeiro em Berlim.

Na altura, os diferentes países comprometeram-se a respeitar o embargo de armas e a não interferir nos assuntos internos da Líbia. No entanto, a Turquia é acusada de enviar armas e rebeldes sírios pro-turcos para Tripoli para ajudar o Governo de União Nacional de Fayez al-Sarraj. A Rússia é acusada de apoiar o marechal Khalifa Haftar com centenas de homens, algo que Moscovo nega. Também se aponta o dedo aos Emirados Árabes Unidos.

Desde o inicio da ofensiva do marechal Khalifa Haftar contra o Governo de União Nacional de Tripoli, em Abril de 2019, foram registados mais de mil mortos e 140 mil deslocados, de acordo com a ONU.

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