Durante um encontro com a comunicação social em Madrid, Lezama estimou que este ano vão registar-se 3,4 milhões de casos de desnutrição severa aguda na população.

O combate a esta situação, em particular nos primeiros mil dias de vida, não é uma tarefa fácil neste país africano que, segundo o último relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre a situação mundial da infância em matéria de nutrição, está à cabeça dos Estados onde os menores apresentam maiores problemas de crescimento.

Segundo o relatório desta agência da Organização das Nações Unidas (ONU) este resultado tem impacto no desenvolvimento intelectual.

As crianças são ainda alvo de outros problemas como os conflitos armados no país, com as subsequentes deslocações internas de populações, e os surtos de doenças, como o Ébola.

Um relatório da Unicef sobre a décima epidemia de Ébola na RDCongo, de 19 de janeiro, mencionou 3.925 casos confirmados e 2.118 mortos.

O contexto de violência em que o país vive, em particular no nordeste, com mais de um milhão de deslocados internos em 2019, não só dificulta a resposta a estes problemas, como aumenta as necessidades humanitárias, acrescentou Inés Lezama.

A ONU tem uma missão de estabilização no país, designada como Monusco, com cerca de 18 mil efetivos.

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