Vinte e quatro organizações de defesa dos direitos humanos enviaram uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas onde pedem que seja reconsiderada a decisão de retirar a coligação liderada pelos sauditas, na guerra do Iémen, da lista negra que inclui Estados e grupos que violam os direitos das crianças.

Na carta dirigida a António Guterres é também solicitada a reposição, na mesma lista, das forças armadas de Myanmar, as Tatmadaw, por recrutarem e usarem crianças em conflitos.

As organizações dizem-se «profundamente desapontadas e perturbadas” pela decisão de retirar organizações da lista e mostram-se «consternadas» pelas incongruências entre o relatório anual sobre o envolvimento de crianças e as decisões sobre esta lista negra.

O último relatório da Fundação Save The Children, publicado no início do mês de Junho, revela que uma em cada seis crianças vive em uma zona de conflito, em África e no Médio Oriente.

ONU justifica decisão

Segundo a ONU a decisão de retirar a coligação saudita da lista negra ficou a dever-se a “uma diminuição importante e sustentada (daqueles crimes) durante os ataques aéreos e à assinatura de um acordo-quadro em março de 2019″.

A coligação árabe opera no Iémen, desde 2015, para apoiar o governo contra milícias Houthis, apoiadas pelo Irão.

A Human Rights Watch reagiu, em comunicado, denunciando “um nível novo de vergonha” com a decisão de retirar da lista a coligação liderada pelos sauditas.

A Amnistia Internacional, Human Rights Watch, Global Center for the Responsibility to Protect, Médicos do Mundo, Conselho Norueguês dos Refugiados ou a Save the Children são algumas das organizações que assinaram o documento.

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