Numa nota de imprensa, a agência das Nações Unidas refere que “um aumento da violência e uma crise humanitária a vários níveis na região do Sahel Central provocaram 1,25 milhões de deslocados internos”, acrescentando que mais de três milhões de pessoas enfrentam uma severa insegurança alimentar.

“Mais de três milhões de pessoas enfrentam uma severa insegurança alimentar e 9,4 milhões estão em necessidade urgente de assistência nestes países, num momento em que a covid-19 está a espalhar-se rapidamente pela África Ocidental. Além disso, o encerramento de mercados e fronteiras, com o objetivo de limitar a propagação da doença, está a limitar as oportunidades de subsistência e a agravar uma situação já terrível”, refere a OIM num comunicado.

A agência das Nações Unidas acrescenta que há “falhas significativas na resposta humanitária devido à falta de recursos” em algumas áreas, e que por isso necessita dos fundos para aumentar a sua presença nos três países.

A OIM acrescenta que, através deste apelo, conseguirá fornecer abrigo e alimentos não perecíveis às comunidades mais afetadas.

A diretora regional da OIM para a África Ocidental e Central, Sophie Nonnenmacher, considera que a resposta à COVID-19 não deve prejudicar os programas já existentes.

“Aliviar as necessidades urgentes da população afetada e estabilizar a região, a nível de segurança e da economia, deve continuar a ser uma prioridade se queremos evitar uma próxima emergência humanitária”, disse Nonnenmacherm citada na nota, acrescentando que a negligência da situação no Sahel pode “acabar com os esforços coletivos feitos ao longo de décadas”.

Para conter a pandemia de COVID-19, que em África já provocou 8.334 mortos em mais de 315 mil casos de contágio, em 54 países, vários Estados adotaram medidas que paralisaram setores inteiros da economia regional e local.

A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 472 mil mortos e infetou mais de 9,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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