Após dois meses de confinamento, o filósofo francês, Bruno Latour, ouviu 25 personalidades e a sua conclusão é a de que se deve desembaraçar das actividades destruídoras ambientais e da coesão social.

Tornar o estado providência mais forte e as trocas de proximidade. Imaginar outros critérios económicos e contabilísticos, uma boa utilização do digital e novas relações com a China.

Mas foi o Presidente Macron que deu o ponta pé de saída, a 12 de março com o seu discurso anunciando o encerramento das escolas. Nas próximas semanas e próximos meses necessitaremos de decisões de ruptura.

Temos de reinventar e segundo o filósofo francês, Bruno Latour, o vírus ensinou-nos pelo menos uma coisa: para o bem e para o mal se quisermos mudar tudo temos que caminhar de mãos dadas. Para outro filósofo, o italiano, Giorgio Agamben, em nome do imperativo sanitário sacrificamos as nossas liberdades, mas também as nossas condições de vida normais, nossas amizades e o respeito dos nossos mortos, acrescenta, L’OBS.

Por seu lado, L’EXPRESS, faz a sua capa com, porque é que a escola é também vital.

Devemos tirar lições da crise do coronavírus e tirar proveito da recuperação para curar um sistema educativo doente das suas desigualdades. Há 20 anos que as classificações internacionais, Pisa, se sucedem e cada vez mais ferozes em relação ao ensino francês. Não houve melhorias na edição do mês de dezembro de 2019

Se os investigadores da OCDE deram uma boa nota na compreensão média da escrita sem registar uma evolução desde a primeira classificação em 2000, constataram também que esta estabilização é diferente consoante os alunos. Enquanto ao nível dos melhores alunos há uma tendência em alta, já para os mais fracos pelo contrário há uma tendência para a baixa nos resultados.

Este é um dos imperativos para o regresso urgente à escola que ela também precisa de cuidados urgentes. Em 1870, Jules Ferry, distinguia  duas classes de franceses, uma que recebeu  boa educação e outra que não recebeu, nota, L’EXPRESS.


E se a África saísse melhor que o resto do mundo?

LE POINT, dá pistas de como relançar a França, recorrendo a lições do General De Gaulle, que nas suas Memórias escreveu: velha França, amachucada pela História mas que se levanta todos os séculos. Citação que serve de título ao editorial de Franz-Olivier Giesbert, a perguntar: pode Macron relançar a França? E porque não poderia? Se não é De Gaulle, ele tem pelo menos um trunfo, a França, com a condição que a França continue a ser a França.

Várias vezes ao longo da sua história, o nosso país soube ultrapassar desastres humanos e económicos. Teve de escolher entre uma simples reconstrução e a modernização.

Em 1871 a fulgurante reactividade dos cidadãos desembocou na potência económica da França. Em 1919, os remédios passaram pela inflação e dívida e depois de 1945, a proposta foi diferente, não apenas reconstruir mas também modernizar e a partir de 1948 foi o plano Marshall, com ajuda dos Estados Unidos, fez a modernização da França. Pode Macron inspirar-se do New Deal do Presidente americano Roosevelt?

Mas para o filósofo Pierre-Henri Tavoillot, em França, o que se sabe é refilar, detestar, mas nunca avaliar com rigor a acção pública, nota, LE POINT.

A terminar, depois da pandemia, mudar as cidades, é a capa do COURRIER INTERNATIONAL, que sobre o continente africano, pergunta: e se a África saísse melhor que o resto do mundo?, retomando um artigo do Financial Times.

Muitos previam uma catástrofe com a chegada do Covid-19 em África. Bill Gates, por exemplo, disse que a doença poderia causar 10 milhões de mortos entre os africanos, um número impensável.

Ora dois meses depois  alguns ousam ser optimistas dizendo que o continente poderia ser poupado. Não compreendo, lança Kennedy Odede, um militante associativo que disse que a semana passada de 400 pessoas testadas num bairro suburbano de Nairobi, apenas 3 foram testados positivos, nota COURRIER INTERNATIONAL.

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