Prevista para quarta-feira, a cerimónia de tomada de posse foi adiada para hoje para não coincidir com a visita a Jerusalém do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo.

O novo executivo é fruto de um acordo para três anos entre Netanyahu, líder do Likud, que permanecerá no cargo de primeiro-ministro nos próximos 18 meses, e Gantz, da coligação Azul e Branco e antigo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, que ficará com a pasta da Defesa durante ano e meio, após o que subirá a chefe do Governo.

Outro ex-chefe das Forças Armadas e dirigente da Azul e Branco, Gabi Ashkenazi, tomará posse como ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, sucedendo a Israel Katz.

O Partido Trabalhista israelita (esquerda) também entrará no Governo de União e Emergência, após Amir Peretz, líder do partido, e Gantz terem assinado um acordo nesse sentido.

Peretz, antigo ministro da Defesa e ex-líder do Histadrout, a principal central sindical do país, foi eleito para a liderança do partido em julho de 2019.

Durante muitos anos no poder, os trabalhistas entraram num declínio acentuado nos últimos 20 anos, apenas obtendo três dos 120 assentos no Parlamento israelita através de uma coligação com outras duas forças políticas.

Após 16 meses de crise política e de três eleições que não definiram uma vitória para qualquer um dos lados, Netanyahu e Gantz assinaram um acordo para a formação de um governo de emergência nacional, que prevê um elenco governamental de 32 ministros durante os primeiros seis meses, com o objetivo de combater a pandemia de Covid-19, passando, depois, para 36, o gabinete mais numeroso da história de Israel.

Depois da posse, Netanyahu terá de enfrentar, ainda este mês, um julgamento por corrupção.

Inicialmente, cada um dos líderes repartiria equitativamente os ministérios, com as pastas da Defesa e da Justiça nas mãos de Gantz e aliados e as Finanças e da Saúde para as de Netanyahu e respetivos apoiantes.

No entanto, com a entrada da esquerda, a divisão foi novamente equacionada, com o Partido Trabalhista a ficar com as pastas da Economia e dos Assuntos Sociais.

Após as eleições de 02 de março, que resultaram num novo impasse, os dois líderes concordaram posteriormente na formação de um gabinete de união e “emergência”, para enfrentar a crise motivada pelo surto do novo coronavírus.

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