"Esta noite, o ADF matou civis em Ntombi, a oeste de Mayimoya [região de Beni]. De momento, 22 corpos foram encontrados", disse Donat Kibwana, administrador da região. "As buscas continuam. As equipas estão mobilizadas para recuperar os corpos, a fim de trazê-los de volta à cidade para enterros dignos", acrescentou.

"Identificámos 13 mulheres entre as 22 vítimas, mortas de forma atroz, com catana, por esses bandidos. As vítimas eram agricultores. Este balanço ainda é provisório", disse à AFP Noella Katsongerwaki, presidente da rede de organizações da sociedade civil de Beni.

No dia anterior, seis civis já tinham sido mortos em um ataque à cidade de Beni, uma urbe com mais de 200 mil habitantes e onde o exército governamental instalou o seu quartel-general de combate a grupos armados, em particular o ADF.

Inicialmente, o ADF caracterizava-se por ser um grupo de rebeldes muçulmanos ugandenses que se instalaram em 1995 no leste da atual República Democrática do Congo, com o intuito de realizar ataques contra Kampala, a capital e a maior cidade do vizinho Uganda.

Todavia, e atualmente, deixaram de ter como alvo o Uganda, com os seus membros a estabelecerem-se e a misturarem-se entre a população congolesa. As Forças Democráticas Aliadas são acusadas de massacrar várias centenas de civis desde outubro de 2014, na região de Beni.

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