Os birmaneses poderão escolher 1.117 representantes, distribuídos pelas câmaras baixa e alta do parlamento (que elegem depois o próximo governo) e pelos 14 parlamentos regionais. A Liga Nacional para a Democracia (LND), liderada por Suu Kui, parte como favorita.

Como nas duas votações anteriores, os eleitores escolhem apenas 75% dos ocupantes do parlamento, que tem reservados 25% dos assentos para os militares, designados pelo Estado-Maior das Forças Armadas, que controla ainda três ministérios: Defesa, Interior e Fronteiras.

Apesar da incerteza devido ao impacto da pandemia de covid-19 e aos combates entre as forças armadas e a guerrilha etno-nacionalista do exército de Arakan, a Comissão Eleitoral anunciou que o escrutínio se realizará em todas as circunscrições, incluindo nas zonas de conflito.

As próximas eleições são as terceiras em Myanmar desde que os militares se decidiram pela transição para o que designaram de “democracia disciplinada”, após quase cinco décadas de ditadura militar.

Nas eleições de 2016, a LND obteve 86% dos assentos e apesar de a Constituição vedar a presidência a pessoas com familiares estrangeiros, o que é o caso de Suu Kyi, o partido criou o cargo de “conselheira do Estado” para ela e a prémio Nobel tem governado como tal.

Suu Kyi tem sido muito criticada fora do país devido à sua inação e apoio dos militares em relação à campanha de represália lançada pelo exército em 2017 contra a etnia muçulmana dos rohingyas, que valeu a Myanmar uma acusação de genocídio no Tribunal Internacional de Justiça.

Mas “a dama” ou mãe Suu, como lhe chamam carinhosamente os birmaneses, mantém a sua grande popularidade em Myanmar.

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