O cinema São Jorge, em Lisboa, foi "muito" pequeno para um cantor como Paulo Flores, que esgotou a singela sala e deixou a plateia emocionada.

Paulo Flores apresentou em Lisboa o seu novo trabalho "Ex Combatentes" que compila três Cd's: "Viagem", "Sembas" e "Ilhas", em três níveis de pensamento, três abordagens musicais diferentes, uma trilogia da visão que o cantor tem do quotidiano.

Entre o dueto com Manecas Costa, a interacção com o violoncelo de Jacques Morelenbaum e a participação especial na percursão de Kiari Flores, filho de Paulo Flores, difícil foi escolher o que mais marcou o público neste concerto, que também participou cantando e dançando entusiasticamente.

Tudo isto concentrado numa noite em que se matou saudades da terra e se viveu Angola intensamente, com ritmos que cruzaram o tradicional com o contemporâneo, um momento que o público considerou "único, mesmo à maneira de Paulo Flores, que esteve a cem por cento, havendo lamentar apenas o facto de a sala não ter sido maior e de não estar ainda previsto mais nenhum concerto em Lisboa", comentaram alguns entrevistados.

A 18 de Abril será a cidade do Porto a sentir a força da cultura angolana pela voz de Paulo Flores.

Em palco estiveram Ciro Bertini no acordeão, teclas e flauta, Manecas Costa na guitarra, Gogui no baixo, João Ferreira na bateria e percussão e Dalú percussões tradicionais.

Músico, cantor e compositor, Paulo Flores é actualmente o expoente máximo da música em Angola. Com 20 anos de carreira e 11 discos editados, Paulo Flores sempre ostentou os valores da cultura angolana, desde a sua herança patrimonial às suas expressões mais vanguardistas, numa busca constante de novas fórmulas e sempre aberto às demais influências musicais.

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Mayra Fernandes@

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