"O objetivo é precisamente alertar a comunidade nacional e internacional que as mulheres guineenses estão preocupadas e cansadas com esta situação e é urgente que criem um ambiente de paz e estabilidade", afirmou Francisca Vaz, do grupo das Mulheres Facilitadoras do Diálogo.

O parlamento da Guiné-Bissau foi na terça-feira palco de momentos de tensão, com os deputados do Madem-G15 e do Partido de Renovação Social (PRS) a levantarem-se e a ocuparem a mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP).

A comissão permanente do parlamento marcou o início da segunda sessão ordinária da ANP para terça-feira, mas aquelas duas forças políticas entendem que ainda não terminou a primeira sessão, que teve início a 18 de abril com a tomada de posse dos novos deputados e que terminou com um impasse para a eleição do segundo vice-presidente do parlamento.

O Madem-G15 indicou o nome do seu coordenador nacional, Braima Camará, mas foi duas vezes chumbado pela maioria dos deputados e o partido recusa avançar com outra candidatura, enquanto o PRS entende que tem direito ao cargo do primeiro secretário da mesa.

"A violência e a força não são aliadas da democracia e viemos pedir, não exigir, aos nossos deputados, que sejam compreensivos e que cheguem a um entendimento o mais rapidamente possível para sair desta situação", disse Francisca Vaz.

Francisca Vaz salientou, contudo, que a indigitação do futuro primeiro-ministro e consequente nomeação do Governo não depende da situação na Assembleia Nacional Popular.

Mais de três meses depois das eleições legislativas, realizadas a 10 de março, o presidente guineense, José Mário Vaz, continua sem nomear o primeiro-ministro e o Governo, alegando o impasse para a eleição da mesa da Assembleia Nacional Popular.

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