Segundo João Lourenço, na abertura da 6ª sessão ordinária do Comité Central, o MPLA deve ser aquilo que os eleitores e a sociedade esperam, aberto ao diálogo que, pela sua prática quotidiana e pelo exemplo dos seus militantes, seja uma referência moral para os angolanos.

Sublinhou que a melhoria das condições dos cidadãos deve ser mediante um processo de distribuição de riqueza por via de políticas pública e sociais, de uma gestão responsável e rigorosa dos recursos que o país dispõe e a todos deve beneficiar.

Na sua intervenção, afirmou que o país vive novos tempos, com uma oposição mais combativa, uma imprensa mais livre e investigativa, uma sociedade civil mais interventiva e rigorosa na exigência do estrito cumprimento da lei, do respeito pelo erário pública e pelos direitos e garantias fundamentais dos cidadãos.

Para João Lourenço, a força deste “grandioso MPLA” reside no facto de ser um partido que está em contínua renovação, adaptando-se sempre as condições das várias fases da luta do povo angolano e que o mantêm firme, unido e coeso.

Disse haver comportamentos e atitudes que urge corrigir, por colocarem em causa o bom nome do partido.

Denunciou os militantes que, a coberto do partido e da sua condição de dirigentes, lesam gravemente  o interesse público, cometem desmandos, arbitrariedades e abusos de poder em detrimento de pacatos cidadãos, evocando a figura caricata do “camarada ordens superiores” que deve ser banido e deve passar a ter nome e rosto.

Na abertura da reunião que termina sábado, o presidente do MPLA sublinhou a necessidade de se intensificar o combate à corrupção, alertou para a participação directa do partido que lidera no combate e denúncia aos casos de nepotismo.

Relativamente aos casos de nepotismo, incentivou a sociedade a denunciar, fundamentalmente, quando o país avançar para a privatização de algumas empresas públicas.

Para João Lourenço, o partido deve ser contra a irresponsabilidade e inexperiência na gestão do erário, ao mesmo tempo que falou da necessidade de se combater “pessoas que tentam financiar a instabilidade política em Angola”.

Quanto a diversificação da economia, considerou fundamental que conte com os activos transferidos ilicitamente para o estrangeiro.

O presidente do partido no poder em Angola afirmou que às eleições autárquicas vão ser realizadas de forma gradual, numa primeira fase, num período de dois anos, em todos os municípios do país.