"Este é o balanço preliminar, segundo registos dos nossos correspondentes", sendo que sete das mortes são reportadas como assassinatos, escreve a organização num boletim divulgado ontem.

A violência tem-se repetido no país durante as épocas eleitorais e a deste ano é classificada como "campanha sangrenta" pelo CIP, que dispõe de uma rede de observadores em todo o país.

Segundo o mesmo boletim, 271 pessoas contraíram ferimentos por agressão física e acidentes e pelo menos 59 pessoas foram detidas.

O homicídio de um dirigente de observação eleitoral, Anastácio Matavel, em Xai-Xai, Gaza (Sul do país), no dia 07 de outubro, baleado por polícias, segundo a própria corporação, foi o momento que gerou mais reações de repúdio em toda a campanha - do Governo a representações diplomáticas.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a abertura de um inquérito para apurar o envolvimento dos agentes no crime, prevendo a apresentação de conclusões até dia 22.

O acidente com mais vítimas aconteceu em Nampula, norte do país, a 11 de setembro, quando 10 pessoas morreram devido à saída desordenada do Estádio 25 de Junho, após um comício de Filipe Nyusi, Presidente da República e candidato da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).

Um total de 13,1 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher na terça-feira o Presidente da República, 250 deputados do parlamento, dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

As sextas eleições gerais de Moçambique contam com quatro candidatos presidenciais e 26 partidos a concorrer às legislativas e provinciais, sendo que só os três partidos com assento parlamentar no país (Frelimo, Renamo e MDM) concorrem em todos os círculos eleitorais.

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