"A ideia é saber como concertar os esforços para garantir que aquele problema tenha fim", declarou Verónica Macamo, após a cerimónia de entrega de cartas credenciais do novo alto comissário da Tanzânia em Moçambique, Phaustine Martin Kasike, na Presidência da República, em Maputo.

Cabo Delgado, uma das duas províncias moçambicanas que fazem fronteira com a Tanzânia, está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como ameaça terrorista.

"É uma zona que efetivamente deve ser defendida e os dois países estão a enfrentar o mesmo fenómeno", declarou Verónica Macamo.

Em quase três anos de conflito em Cabo Delgado, onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural, estima-se que já tenham morrido, pelo menos, 1.059 pessoas, e algumas das incursões têm sido reivindicadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, a violência armada naquela província do norte de Moçambique forçou à fuga de 250.000 pessoas de distritos afetados pela insegurança, mais a norte da província.

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