"As Forças de Defesa e Segurança já conseguiram manter a ordem e tranquilidade e já se circula em Mocímboa da Praia e em Quissanga [duas localidades da província de Cabo Delgado]", disse Felimão Suaze, porta-voz do Conselho de Ministros, sem, no entanto, avançar o número de mortos registados nos dois episódios.

Mocímboa da Praia fica a cerca de 90 quilómetros a sul dos megaprojetos de gás natural em construção na região, enquanto Quissanga fica 200 quilómetros a sul, mais perto da capital provincial, Pemba.

O porta-voz do Governo moçambicano admite a existência de deslocados em função dos ataques, embora sem avançar números.

"A vida das populações está a retomar naturalmente, mesmo reconhecendo que por causa do medo e do receio algumas pessoas estão a deslocar-se para Pemba ou para Nacala [em Nampula, província vizinha de Cabo Delgado]", concluiu.

Os ataques foram reivindicados por alegados grupos 'jihadistas', que, num vídeo distribuído na internet, disseram que o objetivo é impor uma lei islâmica na região.

Foi a primeira mensagem divulgada por autores dos ataques que ocorrem há dois anos e meio na província de Cabo Delgado, gravada numa das povoações que invadiram.

A província de Cabo Delgado tem sido alvo de ataques de grupos armados que organizações internacionais classificam como uma ameaça terrorista e que em dois anos e meio já fizeram, pelo menos, 350 mortos, além de 156.400 pessoas afetadas com perda de bens ou obrigadas a abandonar casa e terras em busca de locais seguros.

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