“Por agora são seis países que vão fazer os voos em regime de reciprocidade”, disse João Abreu, presidente do conselho de administração do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM).

Segundo a circular de informação aeronáutica, publicada na página do IACM, estão autorizadas ligações com Portugal, Turquia, Qatar, Etiópia, Quénia e África do Sul, com uma frequência de dois voos por semana.

“As companhias aéreas dos demais países podem manifestar o interesse de voar para Moçambique através de canais diplomáticos”, lê-se no documento, publicado em 11 deste mês.

A circular avança ainda algumas medidas de prevenção da covid-19, que deverão ser tomadas pela tripulação e passageiros de entradas internacionais.

Todos os passageiros devem apresentar um comprovativo de teste, “com resultado negativo e que tenha sido realizado no país de origem nas últimas 72 horas antes da partida” e observar uma quarentena de 10 ou 14 dias, consoante realizem novo teste em Moçambique.

Os membros da tripulação, nacionais ou estrangeiros, serão sujeitos a uma “estrita quarentena obrigatória”, sob supervisão do Estado durante, no máximo, 24 horas do seu descanso de rotação, devendo ser também submetidos ao “rastreio observacional” para sintomas da covid-19, após o desembarque, avança-se no documento.

A aeronave deve ser totalmente desinfetada após cada voo e os passageiros e a carga devem ser também desinfetados antes do embarque.

“Os operadores aéreos devem notificar ao IACM e as autoridades de saúde por escrito sobre todos os casos suspeitos e ou confirmados, à chegada ou à partida”, conclui-se na circular.

Desde o anúncio da primeira infeção pelo novo coronavírus, a 22 de março, Moçambique regista um total de 5.994 casos positivos, 39 óbitos e 3.267 (54%) de pessoas dadas como recuperadas da infeção.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.