"Moçambique pondera revisitar os acordos de partilha das bacias hidrográficas com os países vizinhos, de modo a torná-los flexíveis quanto aos volumes de água disponibilizados em caso de excesso, a montante, e de crise, em território nacional", declarou João Machatine.

Um novo quadro regulatório sobre partilha de água vai permitir que os países com água suficiente possam fazer descargas para os parceiros que estão em situação de crise.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos apontou um recente entendimento com o reino de Esuatíni (antiga Suazilândia) como um exemplo de uma colaboração flexível na partilha dos rios.

Ao abrigo do entendimento em causa, Essuatíni abriu na quinta-feira da semana passada as comportas da barragem do rio Umbeluzi para fornecer 18 milhões de metros cúbicos à província de Maputo até ao final deste mês.

"O reino de Esuatíni começou a descarregar sete metros cúbicos de água por segundo, que ao fim de 30 dias, permitirão à barragem dos Pequenos Libombos [em Moçambique] ter mais 18 milhões de metros cúbicos, elevando o seu nível de armazenamento para 34%", afirmou o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine.

João Machatine afirmou que o volume de água que Essuatíni está a libertar vai permitir que a barragem moçambicana dos Pequenos Libombos forneça água à província de Maputo em 100%.

A decisão daquele país resulta de um compromisso assumido entre o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e Rei Mswati III, em março passado.

O entendimento foi alcançado durante uma visita de Estado que Filipe Nyusi realizou a Essuatíni no mês passado.

A província de Maputo enfrenta há cinco anos uma crise de água, devido aos ciclos de seca que afetam o sul de Moçambique, levando a que o fornecimento do líquido seja feito de forma intermitente.

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