"No decurso das ações de defesa da população contra ações terroristas, as Forças de Defesa e Segurança atingiram vários resultados operativos, sendo de destacar 59 baixas infringidas aos terroristas, destruição de seis acampamentos e meios usados pelos terroristas", lê-se numa nota distribuída à comunicação social.

Durante o período, segundo o documento, os grupos armados, cujos membros estão "infiltrados na comunidade", realizaram ataques sequenciados as aldeias de Anga, Buji, Ausse e a vila sede de Mocímboa da Praia.

"Prosseguem ações visando a neutralização dos terroristas, que tem usado a população como escudo nas regiões afetadas", referiu a nota das Forças de Defesa e Segurança (FDS), que reiteram "o seu compromisso e engajamento no restabelecimento da ordem" e na defesa da soberania do país.

Embora o comunicado das FDS não avance informações sobre baixas entre elementos das forças governamentais, uma fonte do Exército moçambicano disse à Lusa que os grupos armados invadiram na madrugada de hoje o porto de Mocímboa da Praia e as confrontações deixaram um número desconhecido de mortos, incluindo elementos da força marinha.

"Há vários colegas nossos da força marinha que morreram", disse a fonte, acrescentando que nas instalações portuárias daquela vila, situada a cerca de 345 quilómetros da capital provincial de Cabo Delgado, os atacantes, que reivindicam uma causa 'jihadista' contra as autoridades, conseguiram instalar um ponto de resistência.

"Muitas pessoas fugiram. Os que mais sofreram foram os que estavam de prontidão, mas não estavam devidamente equipados para fazer face a eles [os insurgentes]", declarou.

Mocímboa da Praia tinha sido invadida e ocupada durante um dia por rebeldes em 23 de março, numa ação depois reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico.

Moçambique e Tanzânia unem esforços

Moçambique e Tanzânia vão unir esforços" para travar incursões armadas na fronteira entre os dois Estados, anunciou quarta-feira (12.08) a ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

"A ideia é saber como concertar os esforços para garantir que aquele problema tenha fim", declarou Verónica Macamo, após a cerimónia de entrega de cartas credenciais do novo alto comissário da Tanzânia em Moçambique, Phaustine Martin Kasike, na Presidência da República, em Maputo.

Cabo Delgado, uma das duas províncias moçambicanas que fazem fronteira com a Tanzânia, está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como ameaça terrorista.

"É uma zona que efetivamente deve ser defendida e os dois países estão a enfrentar o mesmo fenómeno", declarou Verónica Macamo.

Em quase três anos de conflito em Cabo Delgado, onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural, estima-se que já tenham morrido, pelo menos, 1.059 pessoas.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, a violência armada naquela província do norte de Moçambique forçou à fuga de 250.000 pessoas de distritos afetados pela insegurança, mais a norte da província.

por: Agência Lusa, ms

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