Eles fogem da onda de violência na África do Sul que, desde o seu início, provocou a morte de pelo menos 10 moçambicanos.

A confirmação foi avançada pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Geraldo Saranga.

Dados oficiais indicam que além dos 10 mortos, mais de 500 moçambicanos perderam as suas habitações, por terem sido incendiadas por cidadãos sul-africanos.

Negócios sofrem

O governador provincial de Maputo, Raimundo Diomba, reconhece a gravidade da situação que envolve moçambicanos na África do Sul, mas diz que “não deve haver retaliação contra cidadãos sul-africanos e seus bens em Moçambique”.

Por seu turno, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) alerta que os empresários moçambicanos perdem diaraimente, em média, cerca de três milhões de dólares, devido à paralisação das suas actividades, na sequência da violência na África do Sul.

Entretanto, a antiga primeira-ministra e actual presidente da Mesa da Assembleia da Câmara de Comércio de Moçambique, Luisa Diogo, diz que as autoridades sul-africanas devem acabar com esta onda de xenofobia, “que viola os protocolos regionais, para além de que vivemos mum mundo global”.

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