“Foram realizadas eleições legislativas, com uma participação altíssima da população guineense, foi constituído o parlamento, a assembleia nacional, foi constituído um governo, que governa, o programa desse governo foi aprovado na assembleia nacional e agora o próximo passo é a realização de eleições presidenciais”, disse Santos Silva à Lusa.

O governante português, num contacto telefónico, acrescentou: “Nada deve impedir que se realizem as eleições presidenciais, que se feche um ciclo político e possa haver, não só uma assembleia nacional e um governo, como também um presidente eleito. E isso criará condições de estabilidade política”.

O ministro salientou que “Portugal não tem outro interesse na Guiné-Bissau que não a estabilidade do país”, “condição necessária” da cooperação entre os dois países e do resultado benéfico dessa cooperação para o país africano.

As eleições presidenciais na Guiné-Bissau estão marcadas para 24 de novembro.

Na segunda-feira à noite, o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, denunciou uma tentativa de golpe de Estado, envolvendo o candidato às presidenciais Umaro Sissoco Embaló, que reagiu qualificando a acusação de “mentira e calúnia”.

Na terça-feira, foi visível em Bissau o reforço da segurança, mas o dia decorreu com toda a normalidade.

Augusto Santos Silva falou à Lusa a partir de Oslo, onde esteve hoje para participar na conferência “Our Ocean” e para encontros políticos.

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