No mesmo processo, além da ex-administradora, estão arrolados outros 21 réus suspeitos de terem defraudado o Estado angolano em 296 milhões 711 mil e 773, destinado ao Programa de Combate à Fome e Pobreza, e melhoria dos serviços primários de saúde na circunscrição.

Nos termos do despacho de pronúncia, o dinheiro foi usado indevidamente num esquema em que a ré Beatriz Napende Diniz depositava, faseadamente, o valor em contas de empresas previamente combinadas.

As referidas empresas, por sua vez, devolviam o valor, em mão, à ré, que os compensava com uma comissão de dez por cento.

O documento, lido pelo juíz assistente, Luciano Guilherme, refere que em determinada altura a ex-administradora do Chinguar criou uma Escola fictícia denominada “Soba Nguali”, tendo designado como director o filho Augusto Teles Diniz.

Com Beatriz Napende Diniz, detida em Dezembro de 2018, respondem também, na condição de réus, Hernanes Fernandes, Marinela Guevela Albino, José Carvalho Diniz Consengue, Manuel Sachilulo Sotelo e Adérito Miguel Siliveli.

Os demais 16 réus respondem em liberdade. Conhecido como caso Chinguar, o processo tem 132 declarantes.

Entre estes declarantes estão o actual vice-governador da província do Bié, Carlos Ulombe da Silva, a administradora municipal do Andulo, Celeste David Adolfo, a ex-administradora municipal do Cuemba, Laurinda Capocolola.

A lista prossegue com a actual directora do Gabinete Provincial da Acção Social, Família e Igualdade do Género, Deolinda Gonçalves e o director do Gabinete de Estudos e Planeamento do Governo do Bié, Juvenal Girão Teixeira.

Beatriz Napende Diniz é considerada cúmplice num outro processo de Querela sob o nº 289/2019, em que responde o ex-director da Saúde do município do Chinguar, Agostinho Calungo.

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