Assinala-se a 4 de Abril o Dia Internacional Contra as Minas e de Assistência à Desminagem, uma data que vem chamar a atenção das entidades responsáveis para o flagelo das vítimas de minas anti-pessoais.
Em Angola o conflito bélico durou quase 30 anos e passados mais de cinco anos após o seu término ainda há minas enterradas que matam todos os dias.
Segundo o Comité internacional da Cruz Vermelha, há mais de 70 mil indivíduos amputados, sendo que dez por cento do território angolano tem cerca de dez milhões de minas (estimativa de 2008).
Em 2005 foi criado um programa de Assistência às Vítimas de Minas, financiado pela Comissão Europeia, um dos parceiros mais importantes do Governo Angolano no processo de desminagem.
O Governo instituiu o CNIDAH em Julho de 2001 para levar a cabo o papel de regular e coordenar a acção humanitária contra minas em Angola. Respondendo ao Conselho de Ministros, o CNIDAH associou-se às agências internacionais, organizações de implementação e tem responsabilidade para ajustar política, padrões e realizar a planificação para a remoção de minas, pesquisa, educação sobre o risco de minas, marcação das áreas minadas.
CNIDAH assumiu o papel do Instituto Nacional de Remoção de Obstáculos e Engenhos Explosivos (INAROEE), criado pelo governo em 1995 para regular e operar. O INAROEE foi reformado e reorganizado como Instituto Nacional para Desminagem (INAD), responsável apenas para implementação da acção contra minas.
O CNIDAH começou a operar plenamente e foi instalado em escritórios permanentes no início de 2004. Em proposta apresentada ao Conselho de Ministros, três prioridades estratégicas foram indicadas: consolidar o CNIDAH como autoridade nacional, fortalecendo a coordenação com autoridades provinciais; desenvolver as capacidades das instituições como o INAD, as Forças Armadas Angolanas, a Polícia Nacional e ONGs, dando prioridade ao desenvolvimento da capacidade operacional do INAD e instalar uma escola de desminagem para treinar operadores; apoiar a expansão sustentável das capacidades operacionais, dando prioridade ao melhoramento da produtividade sem comprometer a segurança, para aumentar a eficiência e fortalecer a coordenação.
CNIDAH considera a realização, até o final de 2010, de “uma Angola onde o impacto sócio-econômico nas comunidades e o risco para a população seja reduzido e regulado, onde as pessoas e animais possam mover-se livremente ao longo das principais linhas de comunicação, apoiando a reintegração de grupos vulneráveis, como as pessoas deslocadas e retornadas, e o retorno a uma subsistência sustentável à população.”
E, apesar dos números dramáticos, os esforços feitos pelas campanhas de desminagem as minas têm apresentado resultados de certa forma positivos: as vítimas têm diminuído.
Segundo o Artigo 5 do Tratado de Erradicação das Minas Terrestres, Angola tem até 1 de Janeiro de 2013 para destruir todas as minas terrestres.
 
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