Este debate nacional, intitulado “Diálogo Nacional Inclusivo”, começou hoje e termina a 22 de dezembro na capital do país.

O objetivo é estabelecer um roteiro político que acompanhe a resposta militar à crise humanitária, estatal, económica e até climática.

A agência de notícias France-Presse (AFP) recorda que muitos dos convidados para os encontros recusaram participar por considerarem a iniciativa “distorcida”.

A líder da oposição Soumaïla Cissé, por exemplo, declinou o convite, alegando que o diálogo era “pura comunicação política” e “uma encenação”.

Também a plataforma Anw Ko Mali Drown, que inclui partidos, associações e movimentos da sociedade civil, não quis estar presente, por considerar que houve falta de inclusão no trabalho preparatório lançado há alguns meses.

A estas críticas, o presidente do comité organizador do diálogo, Cheick Sidi Diarra, garantiu à AFP que “houve consultas em 605 municípios dos 703″ no Mali.

Hoje, perante cerca de três mil pessoas que se encontraram no Palácio da Cultura, o chefe de Estado deixou um repto: “Vamo-nos unir, vamos unir as nossas mãos para tapar os buracos do pote perfurado”.

Grandes faixas do território escapam ao controle da capital Bamako, tendo-se tornado frequentes os ataques ‘jihadistas’.

Desde 2012, quando começou o conflito, a violência intercomunitária já matou milhares de pessoas.

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