O académico, que falava no Instituto Superior Politécnico Lusíada de Benguela, sedeado no Lobito, no quadro de um seminário sobre o “ O exercício dos poderes políticos”, alertou que muita gente está interessada em participar no poder local, não para servir o povo, mas para “meter a mão na seara alheia”.

Daí que Mário Pinto de Andrade acentue a ideia de que os partidos têm de estar preparados e, para isso, devem renovar-se a nível dos seus quadros e políticas para os próximos desafios que se avizinham no país.

Lembrou que, nos últimos tempos, partidos como Congresso Nacional Africano (ANC), na África do Sul, a FRELIMO, em Moçambique, a ZANU-PF, no Zimbabwe, e o próprio MPLA, têm estado a perder assentos no Parlamento dos seus países, devido aos erros do passado, que estão a ser cobrados pela nova geração.

Mário Pinto de Andrade também realçou que os actuais resultados obtidos na luta contra a corrupção, liderada pelo Presidente da República, João Lourenço, estão a fazer com que o  povo acredite no novo paradigma de governação.

Na sua intervenção, o académico Fernando Ribeiro apontou as vantagens das autarquias locais e disse que os cidadãos podem fiscalizar melhor os seus representantes, por serem pessoas próximas dos eleitores.

No fim do mandato,  essas pessoas serão substituídas, se não apresentarem resultados que estejam dentro das expectativas dos cidadãos, acrescentou. “Esta é uma ferramenta que está a ser dada ao povo para a consolidação da democracia”, segundo Fernando Ribeiro.

Já o professor Eduardo Vera Cruz Pinto mostrou-se preocupado com o poder tradicional que, embora consagrado na Constituição, não existe um instrumento jurídico que defina as suas atribuições, orgânica e funcional.

Na sua opinião, as autoridades tradicionais têm um papel relevante na sociedade e poderão contribuir para a democratização na perspectiva local.

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