A França informou nesta segunda-feira que seus soldados tomaram o controle do aeroporto nos arredores da cidade de Timbuktu, no Mali, situada a 900 quilómetros a norte da capital Bamako.

Depois de conquistarem a importante cidade de Gao, uma espécie de quartel-general dos rebeldes islamitas, no passado Domingo, as tropas francesas depararam-se com uma cidade de Timbuktu deserta e sem qualquer resistência.

Os rebeldes haviam elegido a cidade de Gao como a capital do auto-proclamado Estado de Azawad, um Estado islâmico, a norte do Mali, depois de uma ofensiva o ano passado contra os tropas do governo maliano.

A cidade de Timbuktu é das mais emblemáticas desta região do Sara, cujo valor histórico é reconhecido pela UNESCO e onde vários locais considerados de interesse histórico para a Humanidade vinham sendo destruídos pelos debeldes do Ansar Dine, com ligações à Al-Qaida.

De acordo com fontes diplomáticas várias acções para controlar por completo a cidade aguardam que especialistas franceses assegurem que zonas da cidade não estejam minadas pelos rebeldes em fuga.

Nem as tropas francesas nem as malianas esperavam encontrar muita resistência por parte dos rebeldes do Ansar Dine, que detinham a cidade histórica desde Abril do ano passado. A informação que tinham era que estes haviam fugido para norte no passado sábado, logo que as tropas avançaram sobre Gao.

O próximo passo, segundo os comandantes das tropas francesas e malianas, é repor o controlo administrativo em Timbuktu.

Face ao poder aéreo francês que havia destruído as suas bases, armas e veículos, os rebeldes islamitas ficaram sem capacidade militar para enfrentar as tropas no seu avança e retiraram para mais a norte.

No entanto, sabe-se que na sua fuga os rebeldes incendiaram edifícios que guardavam manuscritos antigos e de grande valor histórico.

Uma terceira cidade do norte, Kidal, continua ainda nas mãos dos rebeldes.

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